quarta-feira, 5 de junho de 2013

Profetizando com André

E lá ninguém acredita
Que disso tudo, eu fiz poesia sem saber
Eu encaro a solidão todos os dias
Por gosto de estar sozinha
Só, eu vinha, apreciando os instantes

Eu quis falar sério
Sem estragar com os teus  mistérios
Eu quis confundir, sem promessas
Eu também quis ter o privilégio
De causar dor. Pra esquecer qualquer amor.

Se até André, me vê de vestido branco 
- com florzinhas azuis - no quintal em meio às plantas
E tu me fitando da porta...
Por que não nós?

Sai da minha imaginação, guri.
Vem chover no meu temporal.

6 comentários:

  1. "Eu também quis ter o privilégio de causar dor." Porque a vida non ten un só gume. Pódente cortar, e podes cortar.

    "Se até André, me vê de vestido branco - com florzinhas azuis - no quintal em meio às plantas" Por un momento pareime a imaxinar... estabas moi linda.

    "E tu me fitando da porta... Por que não nós?" Por un intre, no meu maxín, parece que vas botar a correr. Para ter ese privilexio.

    "Sai da minha imaginação, guri. Vem chover no meu temporal."
    E unha fin tan delicada e fermosa coma épica. A forza da paixón desatada rompe as cadeas da mente. Tan real agora coma as gotas de chuvia pingando na cara. Hora de bailar baixo a treboada. Espero que sexa un feliz amor.

    ¿Ou non? Se cadra é todo a miña imaxinación...

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  2. Não me arrisco. Não vou escrever algo para não estragar os seus versos. Parabéns! :)

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  3. "... com florzinhas azuis - no quintal em meio às plantas
    ..." , você veste, ou melhor, faz poesia sem saber ou querer.

    http://apoesiaestamorrendo.blogspot.com.br/

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