quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Sobre todas as coisas ditas e não ditas, eu edito este poema.

Gosta de mim
Mas deixa-me sempre pra depois
Como aquela xícara de café esquecida 
após o primeiro gole
Que também foi o último
Tudo por medo de enjoar
Dizem-me que fiquei mais louca
Talvez seja verdade
Mas a verdade é bem mais remota
do que o paradeiro do controle remoto
Tu disseste nesta madrugada:
Juro que apesar de crer que você vai partir
quando isso que temos ficar 
calmo demais
bonito demais
Eu até tento te deixar segura.

Mas aqui lhe digo:
A nossa diferença
vai além de eu dizer Tu
e Tu dizer Você

Que pena
Ou que bom?!

5 comentários:

  1. Sem dúvida uma questão que merece reflexão "...o medo de enjoar". Não falamos nele, mais do enjoo do que do medo, porque temos e agora sim...medo!

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  2. Formidável! "Como aquela xícara de café esquecida..."

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  3. Tua escrita é forte, é autentica, é intensa, é única, é precisa. E tu é um Rio Amazonas de tão criativa. Te admiro.

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