quinta-feira, 2 de abril de 2015

Soneto para te querer sempre

Se eu não te ver mais,
vou lembrar de tudo o que não inventei
Porque você gostar de mim,
vai além da minha imaginação

Essa paixão pendurada
nas linhas da minha poesia triste
me faz mais realidade

E se não nos encontrarmos
em nenhum outro lugar,
você pode aparecer aqui
para lembrar de como eu sou

Sou só um borrão na minha própria vida
Sou também este retrato das nossas pernas amontoadas
Repousando nosso medo de não sermos mais ''nós''.


7 comentários:

  1. Se para sempre não for, que seja intenso enquanto for.

    ;)

    Bela poesia, Hellen.

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  2. Se para sempre não for, que seja intenso enquanto for.

    ;)

    Bela poesia, Hellen.

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  3. Adoro sonetos e esse em especial ficou muito bom.
    Parabéns!

    Abraços!

    Meus blogs literários:
    O Poeta e a Madrugada (Contos e Poesia)
    Dark Dreams Project (Contos de suspense e terror)

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  4. puts, sempre acho que nunca posso me surpreender mais com o que você escreve e, puts, esse foi um soneto do caralho.
    me lembrou de uma frase que eu amo do manoel de barros: "tudo o que eu não invento é falso"

    e... gostei das pernas.

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  5. Uma correnteza viva, essa poesia que deságua nos corações de quem a lê.

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  6. O medo acaba por nos fazer jamais criar uma rua sem saída, o que por um lado mantém o coração batendo também deixa a ferida exposta.

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  7. Precioso de comezo a fin. Pero eu salientaría estes versos, sobre todo: "Essa paixão pendurada / nas linhas da minha poesia triste / me faz mais realidade" e "Sou só um borrão na minha própria vida". Preciososo.

    E por certo, noraboa polo mozo.

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