sexta-feira, 1 de maio de 2015

Você graciosamente defecando em minha poesia

Sem hesitar
você me quebra 
em milhões de pedacinhos 
e recusa-se a limpar a bagunça
Por julgar ser bom demais pra fazer isso
Seu senso de importância não me abrange,
então me fazer sentir especial
é árduo para o seu domínio 
Tento segurar sua mão,
mas você é tão escorregadio
Desliza sempre para mais longe,
como se fosse nutrido
pela ingenua certeza que lhe esperarei
até o fim deste dia
Já eu, me confundo ser inteira,
vivendo à margem desse seu amor pela metade
Fala coisas bonitas quando passa da hora,
agora passou a hora do meu café e pão com doce
Receio ter sentido essa vontade de escrever 
sobre isso
Porque o fim é apenas isso
Este amor por nós foi banalizado
Tornou-se algo tão prosaico quanto transitório
Você só sabe dizer sobre o que virá
Eu preciso saber o que somos
enquanto não viro esta página
Mas bem, isso não lhe importa.




4 comentários:

  1. "Sem hesitar você me quebra em milhões de pedacinhos..." e vós, e vós!

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  2. É difícil dizer o que, sobre (o que) (vi)verá

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  3. Intensa, tensa, linda! E esse titulo tão gracioso, hein? rs... Tu é demais, guria!

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  4. Esse cara é tão bobo, todos são bobos demais para você, poetisa!

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