terça-feira, 7 de julho de 2015

Do pouco ao pó - pra quem me prometeu o mundo

Desconfio que tudo foi uma piada e a graça está em ter achado que isso não conheceria o fim tão cedo. Ele foi a pessoa mais perecível que a vida colocou nos meus dias. Me estraguei para acompanhá-lo, ninguém faria isso. Não por ele. Desdenhou do meu apreço do primeiro ao último dia, tornou tudo tão fatídico quanto irracional. O mesmo homem que vi sendo pedaço de mim, matou-me sem morrer, centenas de vezes no mês passado.
Deteriorando o significado da palavra Destino. O mesmo Destino que ressuscita calos antigos, mas também descalça os nossos sapatos, após um dia cansativo. Eu lhe emprestei o poder de remexer nos meus rascunhos para escrever uma nova história, cujos finais são sempre desesperados e massacrantes.
Fui tão imatura em perder meu fôlego com alguém que me afundava pra sentir-se bem. Nosso erro foi querer ser marinheiros dentro de uma pequena canoa, tentando remar de encontro a tempestade.

4 comentários:

  1. como prometer o que não o exige...se é, é...porque prometer que será!

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  2. "Nada nesse mundo fere a lei universal."

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  3. Cada nau só tem um leme, e logo percebemos que abandonar nosso norte para navegar em outra companhia é o tipo de decisão que nos naufraga.

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  4. São desses amores que falo, Hellen. Devastadores, lindos de viver. A gente que se entrega inteira esperando o mundo, mas no fundo, sabendo que no final a gente não ganha nada - além de alguns goles a mais de cachaça, poesia e dor.

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