quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Ode ao sepultamento

Eu vou sepultar aquela vontade
que sempre tive de escrever
poesias em suas costas
Eu vou sepultar sua implicância
com as minhas meias
brancas, cinzas e pretas
Tão neutras como não foi o nosso amor
Eu vou sepultar a sensação
dos arrepios, dos orgasmos e das mágoas
Vou lhe enterrar, pois,
não aguento mais esse luto
Que insiste em aparecer
nos outdoors da cidade
para lembrar-me que no final
só eu lutei por nós
Não, não é injustiça, nem cena
Só o conheci quando fui desconhecendo
E doeu mais do que o fim.

Morra logo em mim...

5 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Faz todo o sentido agora!

    Espero que esse doloroso poema comece a te direcionar para a libertação total do passado.

    Suas palavras são duras, porém necessárias.

    Beijos!

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  3. Meus Deus... Fico assim... Sem palavras. Encantado. Tu é demais! Beijos!

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  4. Conhecer quando desconhece, amei isso. Tu merece te dar um doutorado em sociologia
    Bom domingo

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  5. Eu lembrei de um verso: "Tiro minha alma / Mas arranco-lhe" . Talvez a grande descoberta seja que para seguir não é preciso esquecer.

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