Foi na controvérsia
que eu te sonhei
[sem dormir.
Há coisas que quis sentir
só para escrever.
Das outras, escrevi
só por sentir tanto.
Adélia diz que,
o orgulho fede como um bom cadáver.
E disse mais,
Só vai doer agora
e não muito.
Então, depois faço o que
com esse pranto perdido?
sexta-feira, 21 de março de 2014
terça-feira, 18 de março de 2014
Da loucura ocasionada
Sobre hoje:
Ele, eu queria revestido de plástico bolha.
Caso não inspirasse mais poesia,
não me causaria tédio.
Sobre ontem:
Ele, eu queria revestido de plástico bolha.
Caso não inspirasse mais poesia,
não me causaria tédio.
Sobre ontem:
sábado, 15 de fevereiro de 2014
Fervendo nessa chaleira
A absorção é lenta
tal como uma injeção subcutânea
Eu saboto a cura
pra viver nesses espasmos de
de dor ocasional
Nina Simone faz o ambiente
E a gente dança
Mas se cansa também
Encontrei alguém
Que me inspira revolução
Além do fado e da urbanidade
Ele pode ser minha ilusão arcaica
Pode ser tudo, inclusive outro nada
Me questiona coisas triviais
E eu suspiro pela pressa
desse mais novo encanto
Analisando que
podem me ganhar quando quiser
usufruindo de boas trivialidades
tal como uma injeção subcutânea
Eu saboto a cura
pra viver nesses espasmos de
de dor ocasional
Nina Simone faz o ambiente
E a gente dança
Mas se cansa também
Encontrei alguém
Que me inspira revolução
Além do fado e da urbanidade
Ele pode ser minha ilusão arcaica
Pode ser tudo, inclusive outro nada
Me questiona coisas triviais
E eu suspiro pela pressa
desse mais novo encanto
Analisando que
podem me ganhar quando quiser
usufruindo de boas trivialidades
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Hilst que me perdoe
Tu fumando
encostado na parede
Teus olhos em mim
substituindo
gargalhadas profanas
Eu sentada na calçada suja
Tão sem medida
Densa e clandestina
Talvez eu seja tu mesmo
Tua soberba e afronta
E o retrato
De muitas inalcançáveis
Coisas mortas
Nós enternecidos
Nesse susto
E Hilst ressuscitando
pra perguntar
o que fiz com o poema dela
encostado na parede
Teus olhos em mim
substituindo
gargalhadas profanas
Eu sentada na calçada suja
Tão sem medida
Densa e clandestina
Talvez eu seja tu mesmo
Tua soberba e afronta
E o retrato
De muitas inalcançáveis
Coisas mortas
Nós enternecidos
Nesse susto
E Hilst ressuscitando
pra perguntar
o que fiz com o poema dela
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
A permanência só dura o dia
''Mal sabe do que eu sou feito''
proferiu ele.
Mas ela não lhe contou,
o mundo que inventa ser real
pra não perceber a verdade.
Logo acha que não existe.
Sua loucura gravada
em vísceras expostas...
Poesia in[contida
nas entranhas desconhecidas,
dos personagens fatídicos
escritos pela mulher mais
estranha.
Endeusa o globo terrestre
Engloba o que não conhece
Ela não inspira
só pira
(e não amanhece)
proferiu ele.
Mas ela não lhe contou,
o mundo que inventa ser real
pra não perceber a verdade.
Logo acha que não existe.
Sua loucura gravada
em vísceras expostas...
Poesia in[contida
nas entranhas desconhecidas,
dos personagens fatídicos
escritos pela mulher mais
estranha.
Endeusa o globo terrestre
Engloba o que não conhece
Ela não inspira
só pira
(e não amanhece)
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Muitas horas nessa calma
Que coisas bonitas você escreve...
Disse ele,
antes de pedir que lhe escrevesse também.
Que tolice!
Escrevê-lo é só alcança-lo no papel.
Como todas as outras pessoas que escrevi,
na minha vida elas não passaram do papel.
E ele, ele, eu quero na mesa do bar,
me olhando como uma das suas ficções de amor,
pra quem tiraria a roupa.
(Imagens de Le fabuleux destin d'Amélie Poulain)
Disse ele,
antes de pedir que lhe escrevesse também.
Que tolice!
Escrevê-lo é só alcança-lo no papel.
Como todas as outras pessoas que escrevi,
na minha vida elas não passaram do papel.
E ele, ele, eu quero na mesa do bar,
me olhando como uma das suas ficções de amor,
pra quem tiraria a roupa.
(Imagens de Le fabuleux destin d'Amélie Poulain)
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Caminhando pra nunca chegar
Diz que chove aí
Quarta-feira, 3 da manhã
Enquanto aqui penso em escrever
Sobre outros homens com o mesmo nome
Meus quereres
são interessantes anomalias
E a sabedoria
me prostra
Achei que perdi
porque achava que tinha
Será a poesia
um prêmio de consolação?
Quando quiser
me d[escreva seu dia
e aquele et cetera todo
Depois lembra do bilhete
que te dei, advertindo:
''Não tenho mais tempo
para ficar planejando desfechos
para um único personagem
Há tantas pessoas lá fora
que renderiam bons sonetos
Mas você,
você inspira um livro todo
E eu passo a ter medo
de mim''
Hoje ainda tenho medo de mim
e ninguém me inspira mais nada
Quarta-feira, 3 da manhã
Enquanto aqui penso em escrever
Sobre outros homens com o mesmo nome
Meus quereres
são interessantes anomalias
E a sabedoria
me prostra
Achei que perdi
porque achava que tinha
Será a poesia
um prêmio de consolação?
Quando quiser
me d[escreva seu dia
e aquele et cetera todo
Depois lembra do bilhete
que te dei, advertindo:
''Não tenho mais tempo
para ficar planejando desfechos
para um único personagem
Há tantas pessoas lá fora
que renderiam bons sonetos
Mas você,
você inspira um livro todo
E eu passo a ter medo
de mim''
Hoje ainda tenho medo de mim
e ninguém me inspira mais nada
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