Desde que conheci o seu corpo,
não imagino mais ninguém me despindo
Mesmo que eu não saiba traduzir
suas risadas
de felicidade
e ironia
Mesmo que eu me irrite,
é um deleite te escutar
Abrindo a boca no meu pescoço
e brincando com a minha paciência
Você
nu
encostado na porta do banheiro
é profano
é celeste
Você
seria meu
se Deus quisesse
Meu cheiro impregnado na tua cama
te faz
mais homem
e me faz menos verdade
Meu gosto na tua barba
me faz pedir piedade
Piedade por não saber
viver isso direito
Acho que preciso ir à Igreja
pois estou no ponto de confundir
intervenção divina com possessão diabólica
Você me nutre de impulsos,
como arrancar pedaços da sua pele
com os dentes
E depois desenhar com o dedo
no sangue que escorre
sob a tela das suas costas
Mas todos sabem
que não sei desenhar
Dou-te então,
meu cadáver prematuro
para você desenhar
nosso romance geométrico.
(Sob uma forma milimetricamente calculada que possa dar certo)
sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
Para ver-me como mais um verme
Ele está no Uruguai agora,
com o seu novo amor
Posando para fotografias
em meio aos girassóis
Enquanto a vida gira
e me desenterneço
Eu nem o conheço,
mas escrevi sobre nós
por incontáveis meses seguidos
É muito difícil definir
o que eu gostaria que fôssemos
Não o conheci num ônibus
e nem em um supermercado
Também não posso dizer
que o inventei
Eu nunca tivera criatividade
para desenhar um terremoto
daquela estrondosa magnitude
Tudo o que eu quis para nós
se encontra dentro
dessa minha dificultosa atração nada remota
Há livros meus na casa dele,
talvez em gavetas abandonadas
Há aquele bilhete,
onde escrevi que
não poderia mais esperar
Pois, outros personagens
me aguardam fora desse vendaval
Esses personagens por mais
ideológicos que sejam
não suprem minha necessidade
abismal]
de possuir em mim o maior de todos
os encantamentos
Como eu disse no inicio,
ele está no Uruguai
com a família e ela,
esperando os festejos dezembrinos
Parafraseando Adélia,
cito que João está com com uma mulher
que não sofreu por ele
um terço do que eu sofri
Mas direi mais,
ele está com uma mulher linda
e jamais será para ela o Jonathan de Adélia
Para sempre meu João
(Meu travesti poético)
com o seu novo amor
Posando para fotografias
em meio aos girassóis
Enquanto a vida gira
e me desenterneço
Eu nem o conheço,
mas escrevi sobre nós
por incontáveis meses seguidos
É muito difícil definir
o que eu gostaria que fôssemos
Não o conheci num ônibus
e nem em um supermercado
Também não posso dizer
que o inventei
Eu nunca tivera criatividade
para desenhar um terremoto
daquela estrondosa magnitude
Tudo o que eu quis para nós
se encontra dentro
dessa minha dificultosa atração nada remota
Há livros meus na casa dele,
talvez em gavetas abandonadas
Há aquele bilhete,
onde escrevi que
não poderia mais esperar
Pois, outros personagens
me aguardam fora desse vendaval
Esses personagens por mais
ideológicos que sejam
não suprem minha necessidade
abismal]
de possuir em mim o maior de todos
os encantamentos
Como eu disse no inicio,
ele está no Uruguai
com a família e ela,
esperando os festejos dezembrinos
Parafraseando Adélia,
cito que João está com com uma mulher
que não sofreu por ele
um terço do que eu sofri
Mas direi mais,
ele está com uma mulher linda
e jamais será para ela o Jonathan de Adélia
Para sempre meu João
(Meu travesti poético)
domingo, 21 de dezembro de 2014
Este poema não é sobre João
Começo este poema dizendo
que não temos nada em comum
Mas toda esta simultaneidade
que nos abrange, repercute bem
Dos abraços desajeitados
que se estendem até as birras unificadas,
Mitos e costumes e todas as expressões
de linguagens]
Escolheram-no para mim,
pois, ele é a personificação da frase:
Escreva menos e viva mais.
Se me perguntassem agora,
''O que faz você suspirar?"
Diria,
A preguiça
e ele.
que não temos nada em comum
Mas toda esta simultaneidade
que nos abrange, repercute bem
Dos abraços desajeitados
que se estendem até as birras unificadas,
Mitos e costumes e todas as expressões
de linguagens]
Escolheram-no para mim,
pois, ele é a personificação da frase:
Escreva menos e viva mais.
Se me perguntassem agora,
''O que faz você suspirar?"
Diria,
A preguiça
e ele.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
Uma esperança mais triste ao fim do meu dia
Eu vou parar de escrever sobre ele, não vai ser por rancor, isso é uma certeza consumada. Se ele não mais aparecer por aqui entre linhas e paixão ocasional, é porque percebi que tentar prender alguém dentro de uma ilusão fadada é um devaneio perigoso, até para mim.
Essa estória não se difere dos outros romances intituláveis que a nossa História já presenciou. Mas eu quis o seu corpo soterrado na terra que gerou as vegetações mais bonitas, o seu corpo sob o meu, escondendo a minha escureza.
Eu tentei ser o mais clara possível, causando inveja nos dias nublados. Lhe passando o recibo da minha loucura e assinando toda e qualquer tristeza. No final que não fora escrito, eu não fui nem eu direito.
Eu fui o que essa paixão foi. Desajeitada sádica carnavalesca.
Desfilando meu psicopatismo nas poesias e avenidas dessa vida partida.
Título: Manuel Bandeira
Eu fui o que essa paixão foi. Desajeitada sádica carnavalesca.
Desfilando meu psicopatismo nas poesias e avenidas dessa vida partida.
Título: Manuel Bandeira
sábado, 13 de dezembro de 2014
Qual é o meu problema?
Eu conheci alguém,
que cuida da minha dor na garganta
E me abraça
até o corpo doer em resposta
Ele é dono dos olhos mais bonitos
que já me olharam de volta
Eu conheci alguém
que beija
todos os cantos do meu rosto
E nunca quer que eu vá embora
Mas mesmo assim
eu não consigo
Arrumar um final
satisfatório para este poema.
que cuida da minha dor na garganta
E me abraça
até o corpo doer em resposta
Ele é dono dos olhos mais bonitos
que já me olharam de volta
Eu conheci alguém
que beija
todos os cantos do meu rosto
E nunca quer que eu vá embora
Mas mesmo assim
eu não consigo
Arrumar um final
satisfatório para este poema.
sábado, 6 de dezembro de 2014
Quase 7
Eu quero muito
abrir um buraco
no meu quintal
para esconder
de mim mesma
as falhas todas
que lembram-me
tal paixão burocrática
Todavia, a política
deste romance
me priva
À revelia das coisas
que não pedem entendimento,
eu quis sim, entender
Para agonizar em paz,
dentro da dignidade
que criei tendo uma caneta na mão
Fique sabendo,
meu coração
meu coração
combina com buracos.
terça-feira, 2 de dezembro de 2014
Escrevi essa dor pra você me curar enquanto lia
O deslumbramento
ao ver seu nome
contido num poema meu
Fez você escrever o nome
de outro alguém na sua vida
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