Minha boca
não se afogará mais
em suas clavículas
Nem minhas mãos
contornarão mais as suas
Triste é saber
que o amor não acabou
E que a vontade de perder-me
em seu corpo é maior do que a vontade
de perder-me na vida
Me engano
me saboto
Estou cometendo um equívoco
ao ter escrito isto
Já me perdi na vida
pois, estou esquecendo do seu cheiro
e da delicadeza abrupta dos seus toques
A única coisa que esqueci por gosto,
foi da pessoa opaca que eu era
antes de lhe conhecer
nessa cidade sem poesia e sem graça.
29/05
sábado, 30 de maio de 2015
terça-feira, 26 de maio de 2015
Não pintarei mais as minhas unhas da cor dos seus olhos
Você vai ser
bem mais amado
Eu também
Homens beijarão meus pés,
mas também construirão muros
para que eu me bata
e assim desconstrua cara e coração
Não importa se agora queiramos este amor
A vida nos decreta direções contrárias
para não nos ver em um sonho bom
Cansamos de nos despedir, porém,
toda vez parece a primeira vez
E nunca sabemos quando vai ser a última
Declaramos o nosso amor todos os dias,
na intenção de Deus nos ouvir,
e não nos tornar personagens épicos
de alguma estória tragicamente desgraçada
Desgraçados já somos,
quando perguntam-nos
se estamos bem e dizemos fatidicamente, sim
e ainda acreditam
Mentira mal arquitetada convence mais
do que uma verdade nua
Não, não estamos nada bem
Mas ninguém se importa
Então foda-se você
Foda-se eu
Ficamos de fora mais uma vez
da contemplação que deve ser
quando se vive uma estória bonita.
bem mais amado
Eu também
Homens beijarão meus pés,
mas também construirão muros
para que eu me bata
e assim desconstrua cara e coração
Não importa se agora queiramos este amor
A vida nos decreta direções contrárias
para não nos ver em um sonho bom
Cansamos de nos despedir, porém,
toda vez parece a primeira vez
E nunca sabemos quando vai ser a última
Declaramos o nosso amor todos os dias,
na intenção de Deus nos ouvir,
e não nos tornar personagens épicos
de alguma estória tragicamente desgraçada
Desgraçados já somos,
quando perguntam-nos
se estamos bem e dizemos fatidicamente, sim
e ainda acreditam
Mentira mal arquitetada convence mais
do que uma verdade nua
Não, não estamos nada bem
Mas ninguém se importa
Então foda-se você
Foda-se eu
Ficamos de fora mais uma vez
da contemplação que deve ser
quando se vive uma estória bonita.
segunda-feira, 11 de maio de 2015
Essa obsessão histórica está tatuada no peito do Tempo
Seus olhos negros
condecoram o seu rosto
de feições plastificadas
Você ainda é
o homem permanecido
O mesmo das praças
e fotografias
Não sei mais o que inventar
sobre você
Você me inventou
para sobreviver
em alguma poesia
E conseguiu
Conseguiu
mexer na minha vida
Lhe batizaria como João,
se este não fosse seu nome
Mas não é esta a vida
Só é este o tempo,
para cansar regando
essa paixão infrutífera
Eu lambi o chão
debaixo dos seus pés
para nunca falar de Amor
Eu errei
para não terminar te vendo
como o errado.
condecoram o seu rosto
de feições plastificadas
Você ainda é
o homem permanecido
O mesmo das praças
e fotografias
Não sei mais o que inventar
sobre você
Você me inventou
para sobreviver
em alguma poesia
E conseguiu
Conseguiu
mexer na minha vida
Lhe batizaria como João,
se este não fosse seu nome
Mas não é esta a vida
Só é este o tempo,
para cansar regando
essa paixão infrutífera
Eu lambi o chão
debaixo dos seus pés
para nunca falar de Amor
Eu errei
para não terminar te vendo
como o errado.
sexta-feira, 8 de maio de 2015
Hediondo seria não estar apaixonada
Gosto dessa paixão
que escarra na minha cara
e logo depois me lambe o rosto todo
Paixão que não pretende machucar,
mas machuca
me morde inteira
arranca meus cabelos
e me atira contra a parede
Depois me beija os hematomas
me cuida os arranhões
dedilha minha pele com delicadeza
Paixão que me canta músicas bonitas
e estraga músicas perfeitas
E me fala de sensações ímpares
e pinta uma conexão icônica
Paixão compatível com tudo que não pode durar
A mesma que dedetiza a normalidade
e nos blinda da conformidade
Paixão que não quero escrever sobre
mas escrevo escuto falo e choro
Paixão que ninguém assiste mas todos aplaudem
Paixão explanada, julgada senil
Paixão invejada, por ser mais quente
do que a água da ducha de todos os banheiros
A mesma que me esquece
só para me lembrar com mais força
e me querer com mais fome
Paixão que decora a mesa
e estende lençóis só para bagunçá-los melhor
Paixão que não acredito
mas digo que é a única que gostei de sentir
Paixão que senta comigo
e me olha por dentro enquanto escrevo isso.
11/02/2015
que escarra na minha cara
e logo depois me lambe o rosto todo
Paixão que não pretende machucar,
mas machuca
me morde inteira
arranca meus cabelos
e me atira contra a parede
Depois me beija os hematomas
me cuida os arranhões
dedilha minha pele com delicadeza
Paixão que me canta músicas bonitas
e estraga músicas perfeitas
E me fala de sensações ímpares
e pinta uma conexão icônica
Paixão compatível com tudo que não pode durar
A mesma que dedetiza a normalidade
e nos blinda da conformidade
Paixão que não quero escrever sobre
mas escrevo escuto falo e choro
Paixão que ninguém assiste mas todos aplaudem
Paixão explanada, julgada senil
Paixão invejada, por ser mais quente
do que a água da ducha de todos os banheiros
A mesma que me esquece
só para me lembrar com mais força
e me querer com mais fome
Paixão que decora a mesa
e estende lençóis só para bagunçá-los melhor
Paixão que não acredito
mas digo que é a única que gostei de sentir
Paixão que senta comigo
e me olha por dentro enquanto escrevo isso.
11/02/2015
sexta-feira, 1 de maio de 2015
Você graciosamente defecando em minha poesia
Sem hesitar
você me quebra
em milhões de pedacinhos
e recusa-se a limpar a bagunça
Por julgar ser bom demais pra fazer isso
Seu senso de importância não me abrange,
então me fazer sentir especial
é árduo para o seu domínio
Tento segurar sua mão,
mas você é tão escorregadio
Desliza sempre para mais longe,
como se fosse nutrido
pela ingenua certeza que lhe esperarei
até o fim deste dia
Já eu, me confundo ser inteira,
vivendo à margem desse seu amor pela metade
Fala coisas bonitas quando passa da hora,
agora passou a hora do meu café e pão com doce
Receio ter sentido essa vontade de escrever
sobre isso
Porque o fim é apenas isso
Este amor por nós foi banalizado
Tornou-se algo tão prosaico quanto transitório
Você só sabe dizer sobre o que virá
Eu preciso saber o que somos
enquanto não viro esta página
Mas bem, isso não lhe importa.
você me quebra
em milhões de pedacinhos
e recusa-se a limpar a bagunça
Por julgar ser bom demais pra fazer isso
Seu senso de importância não me abrange,
então me fazer sentir especial
é árduo para o seu domínio
Tento segurar sua mão,
mas você é tão escorregadio
Desliza sempre para mais longe,
como se fosse nutrido
pela ingenua certeza que lhe esperarei
até o fim deste dia
Já eu, me confundo ser inteira,
vivendo à margem desse seu amor pela metade
Fala coisas bonitas quando passa da hora,
agora passou a hora do meu café e pão com doce
Receio ter sentido essa vontade de escrever
sobre isso
Porque o fim é apenas isso
Este amor por nós foi banalizado
Tornou-se algo tão prosaico quanto transitório
Você só sabe dizer sobre o que virá
Eu preciso saber o que somos
enquanto não viro esta página
Mas bem, isso não lhe importa.
sexta-feira, 24 de abril de 2015
domingo, 19 de abril de 2015
João nunca voltará para casa
Leio suas antigas cartas
e parece que nunca nos perdemos
Sinto o peso de suas firmes mãos
em cada letra tremida
desse papel agora carcomido pelas traças
Faz alto inverno no meu corpo
ao recordar do seu olhar quente
Você leitor, perceba bem a controvérsia
que ele me fez ser
Eu lhe escrevi durante toda a guerra
Nos lemos
na fome
no frio
na dor
no medo
na esperança
de vida, após mais um novo bombardeio
A última carta,
eu não sabia que era a última
Numa passagem, disse-me: A vida tem sempre uma desculpa.
Meu João, dize-me então
em um outro tempo,
noutro espaço de vida...
a desculpa para nos perder assim?
Hoje, ingenuamente o espero
com chuva e suco de maçã.
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