Lá fora
sirenes buzinas
gritos latidos
Tudo anuncia continuidade,
apesar de tudo
A incerteza
sempre tão segura de si,
ao contrário de mim
Desculpe, meu bem...
Eu até gosto de ter nascido assim
Assim, medíocre
e condizente
com a minha desgraça particular
Você é tudo o que quis encontrar
e me encontrou primeiro
De alguma maneira, deixou-me
primeiro, também
Os outros homens,
tão comuns e enlatados
Você, tão alegremente enlutado...
Me desespera tanto
Por isso se parece comigo
O que eu não gosto em mim
aprecio em você.

"O que eu não gosto em mim
ResponderExcluiraprecio em você"
como se fossem um o encaixe (per)feito para o outro...
Poxa! Perfeito... Fiquei sem ação, estupefato, nesse caso recorrente e sempre inédito de paixão mal resolvida, fulminante, incontida, que transborda pelos olhos, por todos os poros, pela alma dissolvida a escorrer pelo chão. E, como se não bastasse, andas arrasando nos títulos ultimamente, Hellen.
ResponderExcluirTão comuns e enlatados...
ResponderExcluirSempre mais do mesmo.
Helen, tu tem um jeito de Maria Madalena que se acabasse o mundo hoje e se salvassem teus poemas, a relação entre pais e mães, seriam as ideias.
ResponderExcluirSaudações.
Helen, suas paixões sempre tão literárias e apreciativas.
ResponderExcluirObrigado por mais este poema!
"Teus medos são minhas coragens
ResponderExcluirMinhas dúvidas são tuas certezas...."
Caramba, que imagem é essa Hellen? Parece que saiu direto da minha memória.
ResponderExcluirA sua inspiração para esse poema veio de alguém real ou de um personagem onírico? A minha impressão é que você está vivendo um romance tão intenso quanto verdadeiro, estou errado? Essa é a impressão que suas últimas poesias me passam, se não quiser responder entendo rs
Beijos
Imagina, Vitor... Respondo sim.
ExcluirEntão, a inspiração vem de alguém real... E tens razão, estou vivendo o romance mais intenso/absurdo/bonito.
O que causa medo e poesia.
Beijos.
Que legal!! Aproveite o máximo!!! ;-)
Excluir