Era uma cópia barata
de tudo o que eu sempre quis
Capaz de sentir um amor
mais barato ainda]
Desses que arremessa sentimentalidades ao vento
e diz eu te amo até para uma porta
Brincando de sentir,
enquanto se convence ser alguém de verdade
Mas quando se encara no espelho,
não vê nada além de um par de olhos traiçoeiros,
sustentados numa cabeça vazia
Em algum tempo atrás, escrevi que
ele era dono dos olhos mais bonitos
que já me olharam de volta
Hoje conserto minha errônea constatação
Ele é a mentira que a minha sinceridade abraçou.
Título: O Fabuloso Destino de Amélie Poulain

Menina, tu és fantástica.
ResponderExcluirSempre intensa, sempre incrível!
ResponderExcluirSempre profunda, inteira e sofrida, sempre poesia, sempre Hellen!
ResponderExcluirFantástica poesia, foto e título.
"Ele é a mentira que a minha sinceridade abraçou." Poxa... Indescritível. Poesia até no titulo. Poetisa maior, minha admiração. Quando crescer quero se igual a tu. Beijos!
ResponderExcluirEm algum tempo atrás, escrevi que
ResponderExcluirele era dono dos olhos mais bonitos
que já me olharam de volta'' isso é intenso quando se descobre que é mentira
Pobre João de herói virou vilão, pobre cidadão que carrega o fardo do amor em evolução, agora desamado, vai do céu ao inferno pelos lábios e as mesmas mãos, pobre João fadado a execração, crucificado e desaventurado no querer da multidão, coitado cidadão João.
ResponderExcluirÉ você, Ney?
ExcluirBem, este poema não é sobre João. Ele nunca motivaria tanta descrença em paixões possíveis.
De qualquer modo, gostei do seu comentário.
P.S.: Os poemas para/sobre João contém o marcador "J".