Você nunca se despedaça
Já eu, me despetalo
todos os dias só para confimar
que mal-me-quer
Jogo coisas no meu corpo
para antecipar a degradação
O meu pior se teletransporta para o papel
e até comove quem não acredita no amor
Pois, minhas feridas letradas
tendem a tocar os que têm medo
de burlar as regras
Para não se verem jogados ao chão,
chorando por ter enlouquecido
Eu enlouqueci
Mas amanhã já esqueço
e choro e rio e escrevo e te penso
Como se fosse possível lembrá-lo
sem lhe odiar
Mas o amo
E por quê?
O que é a loucura
quando ela se esconde nas cenas passadas
e difusas
do nosso sexo?
De nossa ternura?
Da sua boca queimando minha pele?
Me defina a loucura que era explodir-se dentro de mim
e ainda assim continuar inteiro
e me fazer viva?
Eu enlouqueci porque na realidade
não posso ser mais sua
Mesmo louca, chorando no chão
Sinto que você ainda é meu.
Esse é um amor que supera tudo, Helen. Ele te pertence, ele vem do fundo do teu peito. Ainda é teu.
ResponderExcluirVai ser meu até eu decidir não mais escrever sobre.
ExcluirObrigada por seus comentários, obrigada por me ler.
Se o chão fosse toda a tua pele, eu beijaria Acho que tudo em ti, tem energia, coisa de espirito bom, desses que constroem uma áurea sobre a batida dos corações que beijariam, como eu a tua pele
ResponderExcluirBom fim de semana
Espírito bom temos todos, sentimos além do que podemos escrever.
ExcluirDádiva ou martírio? Talvez a resposta não importe.
Nos limites do ser vivem passado e presente, o problema é não conseguirmos dizer o que é real.
ResponderExcluirManoel de Barros, dissera mais ou menos assim: Real é tudo o que invento.
Excluir(Não nessas palavras, mas com este significado)
definir loucura...como sempre foi difícil fazer entender o quanto a loucura a mais das vezes demonstra sanidade...uma fuga ao roçar doentio do enfadonho e bolorento!
ResponderExcluirVariações sobre o mesmo tema. Tu é excepcional, poetisa dos olhos triste! Agora arrasando nos títulos! Te adoro!
ResponderExcluir