Eu vou sepultar aquela vontade
que sempre tive de escrever
poesias em suas costas
Eu vou sepultar sua implicância
com as minhas meias
brancas, cinzas e pretas
Tão neutras como não foi o nosso amor
Eu vou sepultar a sensação
dos arrepios, dos orgasmos e das mágoas
Vou lhe enterrar, pois,
não aguento mais esse luto
Que insiste em aparecer
nos outdoors da cidade
para lembrar-me que no final
só eu lutei por nós
Não, não é injustiça, nem cena
Só o conheci quando fui desconhecendo
E doeu mais do que o fim.
Morra logo em mim...
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirFaz todo o sentido agora!
ResponderExcluirEspero que esse doloroso poema comece a te direcionar para a libertação total do passado.
Suas palavras são duras, porém necessárias.
Beijos!
Meus Deus... Fico assim... Sem palavras. Encantado. Tu é demais! Beijos!
ResponderExcluirConhecer quando desconhece, amei isso. Tu merece te dar um doutorado em sociologia
ResponderExcluirBom domingo
Eu lembrei de um verso: "Tiro minha alma / Mas arranco-lhe" . Talvez a grande descoberta seja que para seguir não é preciso esquecer.
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