Ele foi embora
Numa linda tarde de quarta-feira
Levou suas coisas, sua gata
E seu diploma
Sem a mais ínfima vontade,
levou uma parte de mim também
Ele me magoou,
eu o desmascarei
Ambos sentimos raiva
Também fui capaz de sentir paixão
Meu homem de dois andares
e olhos verdes
Verdes famintos
Pode ser que daqui há 10 anos
eu esqueça seu nome
Mas hoje eu deixaria
ele me fazer um filho
Hoje eu digo que deitaria ao lado dele
todas as noites
do resto da minha vida
Mas nunca mais nos veremos
Seu sotaque vai me atormentar
Quando eu escutar outra pessoa
falando "porta" daquele jeito
Ninguém mais me tocará
como ele
Ninguém mais me machucará
assim
Escondendo verdades,
me queimando no colchão
Fizemos amor como quem sabe
que o amanhã pode não chegar
O nosso não chegou
Ele deve estar percorrendo
alguma estrada agora
Como percorreu vários corpos
nessa cidade
Com zelo e fugacidade
Sempre com o intuito de dizer adeus
Sentirei falta dos olhos
e do sexo
Da mágoa não
Mágoa que não nos deixou
criar uma despedida
Nós dois queríamos ter a razão
E não conseguimos ter um ao outro.
13/07
Um poema lindo, de verdades e sentimentos infindos, desses que não morrem na memória e que para a glória dos que te elegem e leem, se mostre como uma obra que prima, pela qualidade do teu sentir que é a única verdade do teu ser.
ResponderExcluirSaudações!
Um bom fim de semana e beijo em tuas mãos minha alegria.
Manequim. Ah, Manequim... gosto muito dos nomes dos personagens seus. Esse por exemplo, é intrigante. Você escreveu menos de cinco posts sobre ele, mas eu consegui sentir o dano e a atração e o tesão e a mentira.
ResponderExcluirVocê é universal.