Talvez eu precise de um chá quente
Ou talvez precise que você saiba
agora]
que não consigo dormir
e estou lhe escrevendo esse esboço
Você bem que poderia se revirar na cama
agora]
Sentar por uns minutos,
enquanto meu nome desanuvia
na sua cabeça no escuro do quarto
Tenho a sensação que nunca acontecemos
Todas as imagens foram meramente inventadas
para meu prazer
Já que eu sonhava com você
desde o que parecia impossível
Você não sabe,
mas minha imaginação é perigosíssima
Eu te venero e te destruo
em questão de minutos
Quando você insiste
em passear
na minha cabeça no breu das horas
Você está rodeado de mulheres bonitas
e tão vis quanto sua imagem distorcida
nos espelhos dos banheiros sujos
dos lugares em que se mete
para retocar sua distração
Você se sente mais homem
Quando percebe estar sendo observado
por adolescentes que sustentam uma falsa segurança
em seus saltos altos e batom vermelho
Você tem medo de envelhecer, Dionísio
Medo de perder os olhares
Medo de não ser visto.
21/05
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sexta-feira, 24 de junho de 2016
sexta-feira, 17 de junho de 2016
Eu tinha cada vez mais fome de sua bondade
Veja bem, não é muito fácil deixar pra lá quando seu pai passa por mim e me cumprimenta. E quando eu distraída te vejo passar numa manhã comum há duas quadras da minha casa. São detalhes e acasos ínfimos que fazem eu acreditar que o destino ri mesmo da minha cara. As coisas que escrevi sobre você nas últimas semanas é o resultado da minha ânsia de delírio. Eu amontoo palavras com o que você me dá, você sempre me dispõe de algo, sem querer... Farelos de devaneios.
Não é fácil esquecer quando tenho certeza que sou obcecada desse jeito por ter a Lua em Escorpião. Ah, meu bem... Quero mesmo lhe esquecer, porque bem nenhum você me faz. Eu tão diplomática estou correndo minhas linhas por alguém que não tem nem respeito por mim. Acho que estou merecendo todo o lodo que vem atravancando o meu caminho. O lodo sou eu. Não é você o problema, não se dê tanta importância. O problema é a minha sensibilidade, não aquela sensibilidade piegas e açucarada. Mas a sensibilidade que deposito no meu olhar sobre todas as coisas que insisto em ver como bonitas.
Meu coração apaga o que é feio. Meu coração não vê nada até bater no muro, estilhaçar em caquinhos e fazer clack! Meu som preferido poderia ser o riso de alguém perdido nalguma viela desse país, mas meu som preferido é do meu coração quando faz clack! E isso é tão recorrente.
Você nunca foi bondoso comigo, por isso garantiu tantos poemas.
Título: Arthur Rimbaud
Não é fácil esquecer quando tenho certeza que sou obcecada desse jeito por ter a Lua em Escorpião. Ah, meu bem... Quero mesmo lhe esquecer, porque bem nenhum você me faz. Eu tão diplomática estou correndo minhas linhas por alguém que não tem nem respeito por mim. Acho que estou merecendo todo o lodo que vem atravancando o meu caminho. O lodo sou eu. Não é você o problema, não se dê tanta importância. O problema é a minha sensibilidade, não aquela sensibilidade piegas e açucarada. Mas a sensibilidade que deposito no meu olhar sobre todas as coisas que insisto em ver como bonitas.
Meu coração apaga o que é feio. Meu coração não vê nada até bater no muro, estilhaçar em caquinhos e fazer clack! Meu som preferido poderia ser o riso de alguém perdido nalguma viela desse país, mas meu som preferido é do meu coração quando faz clack! E isso é tão recorrente.
Você nunca foi bondoso comigo, por isso garantiu tantos poemas.
Título: Arthur Rimbaud
quarta-feira, 15 de junho de 2016
Se eu não fosse tão comedida, lhe diria que você me deve um orgasmo
Sinto que
não tenho mais o que escrever
Você usurpou de mim
todas as palavras bonitas
Não consigo admira-lo como outrora
Sinto náuseas de mim mesma
Por ter decaído tanto
Ao enxergar em você algo edificante
Você sujou minha vontade
de permanecer em alguém
Mostrou-me a outra face desse engano
Onde a verdade não liberta
e nem dói
Onde a poesia não remedia
e nem emociona
A urbanidade em sua natureza
coopera para manter-nos longe
Por mais que eu tente procurar
com meus olhos de saudade
seu contorno estático naquela esquina
Eu escrevi várias vezes
que lhe queria mais outra vez
E tive
Mas pela metade, você sabe
Então quero de novo
mais uma vez, para ser a última
Mesmo que isso me fulmine
ou não me cause nada.
não tenho mais o que escrever
Você usurpou de mim
todas as palavras bonitas
Não consigo admira-lo como outrora
Sinto náuseas de mim mesma
Por ter decaído tanto
Ao enxergar em você algo edificante
Você sujou minha vontade
de permanecer em alguém
Mostrou-me a outra face desse engano
Onde a verdade não liberta
e nem dói
Onde a poesia não remedia
e nem emociona
A urbanidade em sua natureza
coopera para manter-nos longe
Por mais que eu tente procurar
com meus olhos de saudade
seu contorno estático naquela esquina
Eu escrevi várias vezes
que lhe queria mais outra vez
E tive
Mas pela metade, você sabe
Então quero de novo
mais uma vez, para ser a última
Mesmo que isso me fulmine
ou não me cause nada.
terça-feira, 7 de junho de 2016
O poder, a maçã, a sina
Poderia ser mais
do que o frio na barriga
Ao avistar de longe
tal fachada vermelha
Poderia ser menos
do que as suposições - verídicas
feitas por todos
Ah, poderia...
E muito,
se quisesse
Poderia não rasgar
meu coração feito papel
Poderia ir contra toda
a superficialidade
Poderia não ser
meu desejo mais supérfluo
Poderia me entender
Com todas as palavras
ditas escritas e não pronunciadas
Poderia me ler
e me levar para o seu mundo
Mundo utópico
que criei no intuito
de separa-lo do rebanho
Poderia me querer bem
Como um dia dissera que queria
Poderia parar
de chamar a todas
de "querida"
Soa tão falso
E mesmo assim
faz oscilar de raiva
as chamas
do meu secreto inferno
Disse-me tantas coisas
esquecendo a profusão
do estrago
Nunca mensurando
que você também apodreceria
em minhas mãos
Mesmo que eu caísse tão baixo
Claro que caí
Claro que você apodreceu
Você é minha maçã reluzente
e podre no escuro
A mesma que alucinou
Caio e Clarice
Saiba, sinto coisas horrorosas
às vezes]
E me compadeço dos meus
Os meus que
se asfixiaram com o gás de cozinha
Os que
adentraram o rio com pedras nos bolsos
Os que
foram trancafiados por escreverem o amor
em suas diversas formas
As Jaciras
que viveram seus últimos dias
por entre muros brancos
Aos que abraçaram seus cânceres
como poema e não maldição
E escreveram escreveram escreveram
Até aonde a loucura permitiu
No final, todos lustramos
nossas maçãs apodrecidas
Descarta-las, seria não existir
E viver? Viver é outra coisa
Viver não cabe
para quem tem uma caneta entre os dedos.
do que o frio na barriga
Ao avistar de longe
tal fachada vermelha
Poderia ser menos
do que as suposições - verídicas
feitas por todos
Ah, poderia...
E muito,
se quisesse
Poderia não rasgar
meu coração feito papel
Poderia ir contra toda
a superficialidade
Poderia não ser
meu desejo mais supérfluo
Poderia me entender
Com todas as palavras
ditas escritas e não pronunciadas
Poderia me ler
e me levar para o seu mundo
Mundo utópico
que criei no intuito
de separa-lo do rebanho
Poderia me querer bem
Como um dia dissera que queria
Poderia parar
de chamar a todas
de "querida"
Soa tão falso
E mesmo assim
faz oscilar de raiva
as chamas
do meu secreto inferno
Disse-me tantas coisas
esquecendo a profusão
do estrago
Nunca mensurando
que você também apodreceria
em minhas mãos
Mesmo que eu caísse tão baixo
Claro que caí
Claro que você apodreceu
Você é minha maçã reluzente
e podre no escuro
A mesma que alucinou
Caio e Clarice
Saiba, sinto coisas horrorosas
às vezes]
E me compadeço dos meus
Os meus que
se asfixiaram com o gás de cozinha
Os que
adentraram o rio com pedras nos bolsos
Os que
foram trancafiados por escreverem o amor
em suas diversas formas
As Jaciras
que viveram seus últimos dias
por entre muros brancos
Aos que abraçaram seus cânceres
como poema e não maldição
E escreveram escreveram escreveram
Até aonde a loucura permitiu
No final, todos lustramos
nossas maçãs apodrecidas
Descarta-las, seria não existir
E viver? Viver é outra coisa
Viver não cabe
para quem tem uma caneta entre os dedos.
segunda-feira, 30 de maio de 2016
Tudo o que faço é para sentir o coração disparado
Estou fazendo tudo
o que me instiga vontade
Estou bebendo e dançando
Me esbaldando e beijando
os homens que sempre quis
Estou cobiçando e sendo cobiçada
A luxúria é meu pecado preferido
Meus olhos cintilam
quando o qualquer mais bonito
me enxerga com desejo
Esse seu jogo noturno
de todos os finais de semana
Também parece me enaltecer
Estou gostando
de escrever desejos
com meu batom vermelho
nas clavículas mais sinuosas da cidade
Não sofro mais sozinha, meu bem
O corpo é meu
A poesia também
Me deixo escrever
com minhas unhas em costas largas
Qualquer verso que faça
meu tesão virar rima
Escrevo com a língua
na pele mais tenra
Uma prece
que faça eu te largar nas lonjuras
desse encantamento
Hoje eu bebo danço e beijo
trepo se quiser]
Depois escrevo
e faço de conta que nada aconteceu
E repito tudo de novo
Vou me dissipar na ilusão
de que sou capaz de te esquecer
Quando me emaranho
num outro amontoado de ossos
que disponha de olhos verdes nocivos.
o que me instiga vontade
Estou bebendo e dançando
Me esbaldando e beijando
os homens que sempre quis
Estou cobiçando e sendo cobiçada
A luxúria é meu pecado preferido
Meus olhos cintilam
quando o qualquer mais bonito
me enxerga com desejo
Esse seu jogo noturno
de todos os finais de semana
Também parece me enaltecer
Estou gostando
de escrever desejos
com meu batom vermelho
nas clavículas mais sinuosas da cidade
Não sofro mais sozinha, meu bem
O corpo é meu
A poesia também
Me deixo escrever
com minhas unhas em costas largas
Qualquer verso que faça
meu tesão virar rima
Escrevo com a língua
na pele mais tenra
Uma prece
que faça eu te largar nas lonjuras
desse encantamento
Hoje eu bebo danço e beijo
trepo se quiser]
Depois escrevo
e faço de conta que nada aconteceu
E repito tudo de novo
Vou me dissipar na ilusão
de que sou capaz de te esquecer
Quando me emaranho
num outro amontoado de ossos
que disponha de olhos verdes nocivos.
quinta-feira, 26 de maio de 2016
A palavra é disfarce de uma coisa mais grave, puro susto e terror
Eu gosto de você, homem
Você pode gostar
de outro homem
Que eu nem ligaria
Talvez você goste mesmo
de alguém
Porque sua vida pueril
não parece ter
significância alguma
Se você anseia por alguém
O tanto que anseio por você
Fomos programados
para doer
Você se dói
nos braços das moças
de pernas bonitas
Eu posso pensar
em me doer mais
nos braços dos homens
de barbas bonitas
No intuito da noite valer a pena
Ou o poema
Você não quer mais
falar comigo
e esse desmazelo perfura
Eu não consigo mais chorar
nem cortando cebolas
Minha incredulidade está
abrangendo meu mundo
Você é o pérfido o sujo o vil
Refletindo melhor
acho que você
Só consegue gostar
de si mesmo
Deve se masturbar
em frente ao espelho
Para concretizar sua devoção
Não sei como vou reagir
quando lhe enxergar por aí
Mas que Deus me ajude
a fazê-lo se sentir
desprezado
Como eu me sinto hoje
De mim você não terá
nem educação
Se eu te avistar na rua
trocarei de calçada
Não me sorria mais
Pois eu já descartei
essa perdição
Gosto mesmo é do que inventei
Apenas peguei
sua imagem emprestada
e estou devolvendo agora.
Título: Adélia Prado
Você pode gostar
de outro homem
Que eu nem ligaria
Talvez você goste mesmo
de alguém
Porque sua vida pueril
não parece ter
significância alguma
Se você anseia por alguém
O tanto que anseio por você
Fomos programados
para doer
Você se dói
nos braços das moças
de pernas bonitas
Eu posso pensar
em me doer mais
nos braços dos homens
de barbas bonitas
No intuito da noite valer a pena
Ou o poema
Você não quer mais
falar comigo
e esse desmazelo perfura
Eu não consigo mais chorar
nem cortando cebolas
Minha incredulidade está
abrangendo meu mundo
Você é o pérfido o sujo o vil
Refletindo melhor
acho que você
Só consegue gostar
de si mesmo
Deve se masturbar
em frente ao espelho
Para concretizar sua devoção
Não sei como vou reagir
quando lhe enxergar por aí
Mas que Deus me ajude
a fazê-lo se sentir
desprezado
Como eu me sinto hoje
De mim você não terá
nem educação
Se eu te avistar na rua
trocarei de calçada
Não me sorria mais
Pois eu já descartei
essa perdição
Gosto mesmo é do que inventei
Apenas peguei
sua imagem emprestada
e estou devolvendo agora.
Título: Adélia Prado
sábado, 21 de maio de 2016
Se te pareço noturna e imperfeita, olha-me de novo. Porque esta noite olhei-me a mim, como se tu me olhasses.
"Extasiada, fodo contigo
Ao invés de ganir diante do Nada."
Eu quero beijar sua testa
seus olhos, seu nariz
suas bochechas, seu queixo
sua boca
Quero beijar
cada pedacinho da sua face
Eu quero segurar seu rosto
entre minhas mãos pequenas
e vivenciar esse momento
no dedilhar sob sua pele
Eu vou assassinar seu olhar
mecanizado sobre todas as coisas
Para que possas me ver
sendo mais que uma mulher enfezada
De poucos atrativos
Perpetue em mim a comoção de ser vista
Tal como sou
e o nosso acaso esconde
Não me cortes
com suas vontades inomináveis
E seu erotismo destilado em álcool
Tu és eterno a partir de agora
Ninguém te descreverá como eu
Título: Hilda Hilst
11/05/2016
Ao invés de ganir diante do Nada."
Eu quero beijar sua testa
seus olhos, seu nariz
suas bochechas, seu queixo
sua boca
Quero beijar
cada pedacinho da sua face
Eu quero segurar seu rosto
entre minhas mãos pequenas
e vivenciar esse momento
no dedilhar sob sua pele
Eu vou assassinar seu olhar
mecanizado sobre todas as coisas
Para que possas me ver
sendo mais que uma mulher enfezada
De poucos atrativos
Perpetue em mim a comoção de ser vista
Tal como sou
e o nosso acaso esconde
Não me cortes
com suas vontades inomináveis
E seu erotismo destilado em álcool
Tu és eterno a partir de agora
Ninguém te descreverá como eu
Título: Hilda Hilst
11/05/2016
sábado, 14 de maio de 2016
Pedras, flores, abraços, acenos. Me roube. - uma letra no lugar certo mudaria tudo, um gesto também
Você quer mesmo ser
mais um dos homens
que escarraram no meu coração?
Estou sedenta por inspiração
Se você se desfazer de mim mais uma vez
pode ser que eu cultive um jardim
Noutrora, apedrejaria sua casa
Você prefere as putas ou as santas?
Transito entre as duas divindades
Posso me transfigurar no que quiser
Se eu ainda lhe quiser
Ah, minha alva criatura
Por que me põe tanto desatino?
Parece que pensa em mim no meio da noite
Porque acordo nas horas cinzas
e sinto vontade de sair para caminhar
Deixa-me descortinar suas cores
Mais à frente da brancura da sua tez
e seus olhos verdejantes
Deixa-me tê-lo
na delicadeza e fúria que sou capaz
Não queira vagar sorrateiro por aí
apenas por saber que em mim tem guarida
Naquela noite, eu disse não estar apaixonada
Mas na noite de hoje, não sei mais
Sei que me quer bem
mesmo que não mais me queira
Queria que hoje você dormisse bem
Mas hoje você não dorme, hoje você é da Noite
Que ela lhe cuide então.
mais um dos homens
que escarraram no meu coração?
Estou sedenta por inspiração
Se você se desfazer de mim mais uma vez
pode ser que eu cultive um jardim
Noutrora, apedrejaria sua casa
Você prefere as putas ou as santas?
Transito entre as duas divindades
Posso me transfigurar no que quiser
Se eu ainda lhe quiser
Ah, minha alva criatura
Por que me põe tanto desatino?
Parece que pensa em mim no meio da noite
Porque acordo nas horas cinzas
e sinto vontade de sair para caminhar
Deixa-me descortinar suas cores
Mais à frente da brancura da sua tez
e seus olhos verdejantes
Deixa-me tê-lo
na delicadeza e fúria que sou capaz
Não queira vagar sorrateiro por aí
apenas por saber que em mim tem guarida
Naquela noite, eu disse não estar apaixonada
Mas na noite de hoje, não sei mais
Sei que me quer bem
mesmo que não mais me queira
Queria que hoje você dormisse bem
Mas hoje você não dorme, hoje você é da Noite
Que ela lhe cuide então.
quinta-feira, 5 de maio de 2016
Na minha cabeça eu ainda não cansei de você
Estamos deitados
sem roupas
Escutando Billie Holiday
Na minha cabeça
Enquanto você ri
da loucura boa
que é estarmos juntos
Eu lhe conto como foi
a primeira vez que lhe vi
E a partir de quando
comecei a me sentir inquieta
quando você me via
Sem saber quem eu era
Na minha cabeça
você até já acendeu um beck
Logo após eu ter queimado inteira
Seguimos falando sobre coisas difusas
E eu tento em vão
não parecer confusa
Mascaro o quão esquisita posso ser
Quando me dedico a uma nova atração
Se eu lhe tornasse ciente
do quanto te adoro
você me lançaria à realidade
E Buk, sabia que,
tudo o que é belo
queima com a primeira luz de realidade
Na minha cabeça
Eu lhe compreendo
com sua boêmia
Com sua malandragem poética
E sei que por detrás
dos seus tons noturnos
Existe o homem só
Que não é feliz e nem triste
Mas que vive de exterioridade
harmonizando um copo na mão
Na minha cabeça
Você é sempre gentil
E educado por instinto
Ainda mais comigo
que lhe bordei um tapete de palavras
Na minha cabeça
Você supera o bêbado vulgar
com codinome mitológico
Só na minha cabeça,
você consegue ser mais.
sem roupas
Escutando Billie Holiday
Na minha cabeça
Enquanto você ri
da loucura boa
que é estarmos juntos
Eu lhe conto como foi
a primeira vez que lhe vi
E a partir de quando
comecei a me sentir inquieta
quando você me via
Sem saber quem eu era
Na minha cabeça
você até já acendeu um beck
Logo após eu ter queimado inteira
Seguimos falando sobre coisas difusas
E eu tento em vão
não parecer confusa
Mascaro o quão esquisita posso ser
Quando me dedico a uma nova atração
Se eu lhe tornasse ciente
do quanto te adoro
você me lançaria à realidade
E Buk, sabia que,
tudo o que é belo
queima com a primeira luz de realidade
Na minha cabeça
Eu lhe compreendo
com sua boêmia
Com sua malandragem poética
E sei que por detrás
dos seus tons noturnos
Existe o homem só
Que não é feliz e nem triste
Mas que vive de exterioridade
harmonizando um copo na mão
Na minha cabeça
Você é sempre gentil
E educado por instinto
Ainda mais comigo
que lhe bordei um tapete de palavras
Na minha cabeça
Você supera o bêbado vulgar
com codinome mitológico
Só na minha cabeça,
você consegue ser mais.
terça-feira, 3 de maio de 2016
Para ler escutando Creep do Radiohead
I wish I was special
You're so fucking special
But I'm a creep, I'm a weirdo
What the hell am I doing here?
I don't belong here
You're so fucking special
But I'm a creep, I'm a weirdo
What the hell am I doing here?
I don't belong here
Hoje você vai ganhar mais abraços do que comumente
Queria eu não sentir faíscas de ciúmes por issoSeu aniversário é hoje
(e em agosto,
quando lhe gerei nas entranhas do descabível)
Você vai se sentir amado, mas o dia acabará
Você é tão só e tão feliz com isso
Talvez seja o motivo de eu escrevê-lo
Que pena você ser do mundo
e de qualquer uma que lhe olhe com cobiça
Você só precisa de ar, pão e água
Posso trocar a água pelo vinho
Já que estou falando de Dionísio
Deus das festas e da loucura
Obrigada, pelo entorpecimento
Vou guardá-lo em minhas reminiscências
com o sabor de embriaguez e final de noite
Porque é só isso que lhe apetece ser
Feliz aniversário, querido
Lustrar seu ego
também é um prazer para mim
Um dia alcançarei a deidade
Beije minhas mãos e receba este poema
Enquanto me atenho na lembrança
dos seus olhos cintilando para mim no escuro
parecendo a última vez.
domingo, 1 de maio de 2016
Diz, qual é o tom desse verde dos teus olhos pra eu desenhar
Agora é diferente
É como se eu precisasse de você
para além da poesia
Eu peço com o meu coração nos dedos
que se você estiver lendo isso
e sentir algo bonito
Me procure
Comova meus dias
Estamos cercados
de pessoas mesquinhas
De pessoas que são só o que vemos
Você sofre a dor do mundo
E essa dor não sai no jornal
Eu sofro com a irrealidade que crio
e a minha dor é compactada em versos
Versos para você ler
e me admirar
Eu lembro das coisas que você me disse
mas você bebeu demais
Eu também, bebi tanto essa atração
até sentir vontade de escrever
esse coma poético-alcoólico
Não quero sensações fragmentadas
na casualidade
que você julga atraente
Se for me querer
Que seja enquanto eu ainda lhe quiser
Enquanto ainda me puser borboletas no estômago
só de me olhar no meio da noite
quando nos esbarrarmos alheios por aí
Seja minha casualidade recorrente
Pra eu ser mais
do que a mulher que lhe pôs em meras poesias.
Título: Ana - Mobem
quinta-feira, 28 de abril de 2016
Dionísio não quer morrer
Pensei que eu era a única
a escrever sobre você
Me diga o que você tem
de deliberado ou casual
Que fazem as mulheres
lhe encaminharem para o papel
Nos encaminhamos para a cama - mais uma vez
Mais além das vezes
que na utopia, eu imaginava
tê-lo dentro de mim
Quando me toquei centenas de vezes,
pensando em suas mãos me descobrindo
[Sem pudor algum,
eu revivo isso no papel agora]
Acho que os Deuses
me desculparam por esta utopia
Lhe trazendo para mim
Para eu redescobrir após meses
seu cheiro
seu gosto
seus suspiros
[Como se fosse a primeira vez]
enquanto se fazia meu
Meu Dionísio
Minha ruína.
23/04/2016
a escrever sobre você
Me diga o que você tem
de deliberado ou casual
Que fazem as mulheres
lhe encaminharem para o papel
Nos encaminhamos para a cama - mais uma vez
Mais além das vezes
que na utopia, eu imaginava
tê-lo dentro de mim
Quando me toquei centenas de vezes,
pensando em suas mãos me descobrindo
[Sem pudor algum,
eu revivo isso no papel agora]
Acho que os Deuses
me desculparam por esta utopia
Lhe trazendo para mim
Para eu redescobrir após meses
seu cheiro
seu gosto
seus suspiros
[Como se fosse a primeira vez]
enquanto se fazia meu
Meu Dionísio
Minha ruína.
23/04/2016
segunda-feira, 25 de abril de 2016
Não me deixe apodrecer enquanto espero nosso próximo capítulo
Como se eu fosse intocável
como uma maçã apodrecida
infestada por formigas
Como se eu fosse sucinta
a toda e qualquer brevidade
Sempre irá ficar algo por dizer
Não importa quantas vezes
eu lhe prenda nos meus braços
ou me perca no seu corpo
Somos mesmo essa história engraçada
e difícil de contar
Não quero nos contar
para ninguém
Você me tem de todos os modos
inimagináveis
E eu só consigo me ver caindo
Quero lhe beijar
até esquecer o seu verdadeiro nome
E só conseguir lhe chamar
de Dionísio
Meu homem fadado ao escapismo
Queria pedir
para você não me perder
Mas talvez eu seja tão comum
que não mereça mais do que uma noite
habitando sua pele
Não quero viver com as migalhas
que usurpo de você
Quando decide me olhar
profundamente
Eu não suportaria mais
sobreviver nessa sua sombra libertina
Acho que somos a loucura
que eu jamais poderia escrever
Eu penso em nunca mais
querê-lo
Mas só de recordar o jeito
que me olha
Sinto que não acabaremos assim
Hoje você me disse que,
a gente se dá bem
a gente se quer bem
a gente se faz bem
Possivelmente você nem lembre
Mas eu anotei na memória
Enquanto você recitava isso
feito poesia nos meus ouvidos.
21-04-2016
como uma maçã apodrecida
infestada por formigas
Como se eu fosse sucinta
a toda e qualquer brevidade
Sempre irá ficar algo por dizer
Não importa quantas vezes
eu lhe prenda nos meus braços
ou me perca no seu corpo
Somos mesmo essa história engraçada
e difícil de contar
Não quero nos contar
para ninguém
Você me tem de todos os modos
inimagináveis
E eu só consigo me ver caindo
Quero lhe beijar
até esquecer o seu verdadeiro nome
E só conseguir lhe chamar
de Dionísio
Meu homem fadado ao escapismo
Queria pedir
para você não me perder
Mas talvez eu seja tão comum
que não mereça mais do que uma noite
habitando sua pele
Não quero viver com as migalhas
que usurpo de você
Quando decide me olhar
profundamente
Eu não suportaria mais
sobreviver nessa sua sombra libertina
Acho que somos a loucura
que eu jamais poderia escrever
Eu penso em nunca mais
querê-lo
Mas só de recordar o jeito
que me olha
Sinto que não acabaremos assim
Hoje você me disse que,
a gente se dá bem
a gente se quer bem
a gente se faz bem
Possivelmente você nem lembre
Mas eu anotei na memória
Enquanto você recitava isso
feito poesia nos meus ouvidos.
21-04-2016
quinta-feira, 14 de abril de 2016
Hahahah
Mas quis a sina que seu peito
Não batesse por mim nem um minuto,
E que ele fosse leviano e belo
Como a leve fumaça de um charuto!
Álvares de Azevedo
Eu sou capaz de cometer qualquer baixeza
Não batesse por mim nem um minuto,
E que ele fosse leviano e belo
Como a leve fumaça de um charuto!
Álvares de Azevedo
Eu sou capaz de cometer qualquer baixeza
Mas me agride muito, o conflito
entre apodrecer por pouco
e enlouquecer por nada
As pessoas falam coisas maldosas sobre você
Não sei se as agradeço ou se
as mando para o inferno
No mesmo inferno
que você não encontrou Dionísio
Essa semana lhe vi
e foi tão perturbador e necessário
Suas expressões
-mesmo que longínquas-
desesperaram o meu dia
Eu atravessei aquela rua
com receio
de derrubar meu copo descartável de café
E construir novas esperanças
Eu atravessei aquela rua
com receio de que você me olhasse de volta
E não enxergasse nada
Eu não estou sabendo atravessar
essa fase
Eu não sei nem atravessar a rua
numa faixa de pedestre
E acho que você sabe disso
Estou presa
na garganta do Diabo
Ele vai me cuspir a qualquer momento
Mas quero que ele me engula
Com a dose mais forte
Que me empurre lá para baixo
Pois, preciso encontrar Dionísio
Porque no mais profundo dessa insanidade
ele não se encontra em mim.

entre apodrecer por pouco
e enlouquecer por nada
As pessoas falam coisas maldosas sobre você
Não sei se as agradeço ou se
as mando para o inferno
No mesmo inferno
que você não encontrou Dionísio
Essa semana lhe vi
e foi tão perturbador e necessário
Suas expressões
-mesmo que longínquas-
desesperaram o meu dia
Eu atravessei aquela rua
com receio
de derrubar meu copo descartável de café
E construir novas esperanças
Eu atravessei aquela rua
com receio de que você me olhasse de volta
E não enxergasse nada
Eu não estou sabendo atravessar
essa fase
Eu não sei nem atravessar a rua
numa faixa de pedestre
E acho que você sabe disso
Estou presa
na garganta do Diabo
Ele vai me cuspir a qualquer momento
Mas quero que ele me engula
Com a dose mais forte
Que me empurre lá para baixo
Pois, preciso encontrar Dionísio
Porque no mais profundo dessa insanidade
ele não se encontra em mim.
sábado, 9 de abril de 2016
Todos temos uma Bettie Page
Eu estou bebendo muito
e correndo tanto,
de qualquer coisa que possa me destruir
ou me inspirar
por dois ou três poemas
Me sinto como um rapaz
vivendo nos anos 50
com um pôster da Bettie Page
atrás da porta do quarto
Desejando o que nunca vai ter
Não sei se corto o cabelo
ou mudo o meu trajeto rotineiro
Seus olhos de pesquisa
jamais compreenderão
minhas perplexidades
Se eu escrevo muito
é porque não vivo nada
Se eu escrevo pouco
acho que não sei viver direito
Já disse que tenho bebido muito?
Tenho falado coisas apavorantes,
me declarando
mais do que o Ministério da Saúde adverte
A tenuidade
entre o bom senso e a loucura
divide minha devoção
Você sabe de tudo
E saber que você sabe
vai matando aos poucos o meu lirismo
E eu sei
que a solidão vai nos engolir, meu bem.
e correndo tanto,
de qualquer coisa que possa me destruir
ou me inspirar
por dois ou três poemas
Me sinto como um rapaz
vivendo nos anos 50
com um pôster da Bettie Page
atrás da porta do quarto
Desejando o que nunca vai ter
Não sei se corto o cabelo
ou mudo o meu trajeto rotineiro
Seus olhos de pesquisa
jamais compreenderão
minhas perplexidades
Se eu escrevo muito
é porque não vivo nada
Se eu escrevo pouco
acho que não sei viver direito
Já disse que tenho bebido muito?
Tenho falado coisas apavorantes,
me declarando
mais do que o Ministério da Saúde adverte
A tenuidade
entre o bom senso e a loucura
divide minha devoção
Você sabe de tudo
E saber que você sabe
vai matando aos poucos o meu lirismo
E eu sei
que a solidão vai nos engolir, meu bem.
domingo, 3 de abril de 2016
De andar em andar, passo meus pensamentos em fodas abstratas. A água acaba. Vou-me. Mais uma noite. Neste bar. Paquerando minhas lembranças. Sonho vai. Sonho vem. E me pego sozinha. Obrigada!
Toda vez que beijo
um cara mais interessante
do que você
Eu tento me lembrar o porquê
de ter lhe criado um personagem
Você é tão insensível
Me faz lembrar
do que Manoel de Barros já dissera
Que a poesia
não é algo que se possa
incorporar com os olhos sujos
de realidade
Após a cegueira inicial,
hoje você só tem sujado meus olhos
Você é mesmo tudo aquilo que eu supunha
E eu me tornei perecível por isso
Exausta de encanto
Por algo inevitavelmente precoce
Nunca mais quero vê-lo
Título: Do conto Cheiro de erva, Emir Rossoni
um cara mais interessante
do que você
Eu tento me lembrar o porquê
de ter lhe criado um personagem
Você é tão insensível
Me faz lembrar
do que Manoel de Barros já dissera
Que a poesia
não é algo que se possa
incorporar com os olhos sujos
de realidade
Após a cegueira inicial,
hoje você só tem sujado meus olhos
Você é mesmo tudo aquilo que eu supunha
E eu me tornei perecível por isso
Exausta de encanto
Por algo inevitavelmente precoce
Nunca mais quero vê-lo
Título: Do conto Cheiro de erva, Emir Rossoni
quinta-feira, 31 de março de 2016
Te faço nascer de novo quando vejo que não mais sei viver sem excessos
Hoje queria vê-lo
Ao menos de longe
Somente para ter o que escrever
Você não parece
ser de carne e osso
Você parece nunca ter chorado na vida
Seu olhar ponderoso
Parece aniquilar todos os olhos pintados que lhe enxergam
Essa inconstância entre o ser
e o parecer
É o que sustenta a poesia
Hoje eu quero beber
E parafrasear Hilst
Enquanto agradeço
Pela graça e alívio de não te alcançar
Seu ego
rodopia no céu
Quando lê essas coisas minhas
E eu me entristeço por isso.
Ao menos de longe
Somente para ter o que escrever
Você não parece
ser de carne e osso
Você parece nunca ter chorado na vida
Seu olhar ponderoso
Parece aniquilar todos os olhos pintados que lhe enxergam
Essa inconstância entre o ser
e o parecer
É o que sustenta a poesia
Hoje eu quero beber
E parafrasear Hilst
Enquanto agradeço
Pela graça e alívio de não te alcançar
Seu ego
rodopia no céu
Quando lê essas coisas minhas
E eu me entristeço por isso.
sábado, 26 de março de 2016
Resquício de Dionísio
Posso escrever sobre você
até quando me oferecer
papel para isso, Dionísio
Se aparecer outros personagens
Não julgue-me
Eu só escrevo
para quem me dispõe combustível
Você me mostra
todas as faces inexpressivas
desse desprezo
Sua teatralidade animalesca
caçoa do meu coração poeta
E a nitidez do meu desconforto
atua quando lhe vejo feito cachorro
Atrás daquelas mulheres frívolas
durante a madrugada toda
Você já foi mais envolvente
E mais inteligente
Acho que as Mulheres de Charles
Lhe inspiraram de maneira errônea
Você quer estender sua estatística semanal
Charles queria inspiração
Queria mais
mais do que as putas
mais do que as bêbadas
mais do que as loucas
mais do que as burras que chupam bem
E você?
Você parece não saber o que quer
E eu não quero rir até chorar
quando vê-lo
no mesmo bar
se aproximando
das mesmas putasbêbadasloucas
que só lhe querem
por causa do seu rosto bonito
Eu posso ser a garota calma e limpa
num vestido de algodão
Mas não importa em qual parte
do planeta você esteja
Você quer que as putas continuem lhe encontrando.
02/02/2016
até quando me oferecer
papel para isso, Dionísio
Se aparecer outros personagens
Não julgue-me
Eu só escrevo
para quem me dispõe combustível
Você me mostra
todas as faces inexpressivas
desse desprezo
Sua teatralidade animalesca
caçoa do meu coração poeta
E a nitidez do meu desconforto
atua quando lhe vejo feito cachorro
Atrás daquelas mulheres frívolas
durante a madrugada toda
Você já foi mais envolvente
E mais inteligente
Acho que as Mulheres de Charles
Lhe inspiraram de maneira errônea
Você quer estender sua estatística semanal
Charles queria inspiração
Queria mais
mais do que as putas
mais do que as bêbadas
mais do que as loucas
mais do que as burras que chupam bem
E você?
Você parece não saber o que quer
E eu não quero rir até chorar
quando vê-lo
no mesmo bar
se aproximando
das mesmas putasbêbadasloucas
que só lhe querem
por causa do seu rosto bonito
Eu posso ser a garota calma e limpa
num vestido de algodão
Mas não importa em qual parte
do planeta você esteja
Você quer que as putas continuem lhe encontrando.
02/02/2016
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
Desfecho monumental
Você não vale a pena
E nem todos os poemas
Que um dia já lhe escrevi
Você não vale a ternura
que lhe concedi
E nem o esplêndido
par de olhos verdes que tem
Você só serviu pra me testar
Me confirmar que eu posso sim,
transformar um qualquer, em poesia
Você é mais um homem
que irradia vaidade
na vida noturna da cidade
Enquanto os desejos não dormem
Você ri e dança
e inspira coisas espicaçadoras
Você não quer ninguém
Ninguém nunca ficará sabendo
Até chorar uma enchente
Até bater com o dedo na quina mais próxima
E se dar conta
que escreveu um semestre inteiro
por um monumento vil.
E nem todos os poemas
Que um dia já lhe escrevi
Você não vale a ternura
que lhe concedi
E nem o esplêndido
par de olhos verdes que tem
Você só serviu pra me testar
Me confirmar que eu posso sim,
transformar um qualquer, em poesia
Você é mais um homem
que irradia vaidade
na vida noturna da cidade
Enquanto os desejos não dormem
Você ri e dança
e inspira coisas espicaçadoras
Você não quer ninguém
Ninguém nunca ficará sabendo
Até chorar uma enchente
Até bater com o dedo na quina mais próxima
E se dar conta
que escreveu um semestre inteiro
por um monumento vil.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
Feito eu, escrevendo tanto pra tão pouco
Feito coisa ruim
coisa feita para me desgraçar
feito o absurdo
que é anunciar
tal desejo antológico
por quem nem me lê
talvez já tenha lido
e não gostado
feito praga
mau agouro
feito para caber
nas coisas que jamais terei
feito homem formoso que é
e não seria se me quisesse
feito a dor cantada
de Édith Piaf
feito a vulgaridade excitante
de Bukowski
feito eu encerrando
esse poema com Hilst
feito docilidade tua
eu tua inteira
Feito você
não fazendo nada
e me deixando
sem eira, nem beira.
coisa feita para me desgraçar
feito o absurdo
que é anunciar
tal desejo antológico
por quem nem me lê
talvez já tenha lido
e não gostado
feito praga
mau agouro
feito para caber
nas coisas que jamais terei
feito homem formoso que é
e não seria se me quisesse
feito a dor cantada
de Édith Piaf
feito a vulgaridade excitante
de Bukowski
feito eu encerrando
esse poema com Hilst
feito docilidade tua
eu tua inteira
Feito você
não fazendo nada
e me deixando
sem eira, nem beira.
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