Eu demorando os olhos
na extensão do seu receptáculo
repousando sob a cama
Eu rastejando pra dentro de ti
sendo estrangeira no meu próprio
delírio]
Conduzindo esse espetáculo
temendo a regressão
Calando minha boca
em tuas costas quentes
pra exibir minha devoção
Será audácia minha
querer escrever com caneta Bic
toda a minha poesia no teu corpo?
Se achar que louca estou
me indique a terapia certa
pra me salvar dessa utópica
dissimulação]
*Titulo: C. Meireles
quinta-feira, 10 de abril de 2014
quarta-feira, 2 de abril de 2014
Soneto a meu homem libertino
Eu não me enquadro
nesse teu quadro.
Não me contenho
nessas cores primárias.
Você poderia
me fazer bonita só de olhar.
Sem pintar, sem assinar.
Deixa que eu te assassino
dentro das palavras
[que jamais serão.
Que rezar, meu bem
não basta
Se a fé não conhece
nossos nomes.
nesse teu quadro.
Não me contenho
nessas cores primárias.
Você poderia
me fazer bonita só de olhar.
Sem pintar, sem assinar.
Deixa que eu te assassino
dentro das palavras
[que jamais serão.
Que rezar, meu bem
não basta
Se a fé não conhece
nossos nomes.
sexta-feira, 21 de março de 2014
Coragem adéliopradiana
Foi na controvérsia
que eu te sonhei
[sem dormir.
Há coisas que quis sentir
só para escrever.
Das outras, escrevi
só por sentir tanto.
Adélia diz que,
o orgulho fede como um bom cadáver.
E disse mais,
Só vai doer agora
e não muito.
Então, depois faço o que
com esse pranto perdido?
que eu te sonhei
[sem dormir.
Há coisas que quis sentir
só para escrever.
Das outras, escrevi
só por sentir tanto.
Adélia diz que,
o orgulho fede como um bom cadáver.
E disse mais,
Só vai doer agora
e não muito.
Então, depois faço o que
com esse pranto perdido?
terça-feira, 18 de março de 2014
Da loucura ocasionada
Sobre hoje:
Ele, eu queria revestido de plástico bolha.
Caso não inspirasse mais poesia,
não me causaria tédio.
Sobre ontem:
Ele, eu queria revestido de plástico bolha.
Caso não inspirasse mais poesia,
não me causaria tédio.
Sobre ontem:
sábado, 15 de fevereiro de 2014
Fervendo nessa chaleira
A absorção é lenta
tal como uma injeção subcutânea
Eu saboto a cura
pra viver nesses espasmos de
de dor ocasional
Nina Simone faz o ambiente
E a gente dança
Mas se cansa também
Encontrei alguém
Que me inspira revolução
Além do fado e da urbanidade
Ele pode ser minha ilusão arcaica
Pode ser tudo, inclusive outro nada
Me questiona coisas triviais
E eu suspiro pela pressa
desse mais novo encanto
Analisando que
podem me ganhar quando quiser
usufruindo de boas trivialidades
tal como uma injeção subcutânea
Eu saboto a cura
pra viver nesses espasmos de
de dor ocasional
Nina Simone faz o ambiente
E a gente dança
Mas se cansa também
Encontrei alguém
Que me inspira revolução
Além do fado e da urbanidade
Ele pode ser minha ilusão arcaica
Pode ser tudo, inclusive outro nada
Me questiona coisas triviais
E eu suspiro pela pressa
desse mais novo encanto
Analisando que
podem me ganhar quando quiser
usufruindo de boas trivialidades
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Hilst que me perdoe
Tu fumando
encostado na parede
Teus olhos em mim
substituindo
gargalhadas profanas
Eu sentada na calçada suja
Tão sem medida
Densa e clandestina
Talvez eu seja tu mesmo
Tua soberba e afronta
E o retrato
De muitas inalcançáveis
Coisas mortas
Nós enternecidos
Nesse susto
E Hilst ressuscitando
pra perguntar
o que fiz com o poema dela
encostado na parede
Teus olhos em mim
substituindo
gargalhadas profanas
Eu sentada na calçada suja
Tão sem medida
Densa e clandestina
Talvez eu seja tu mesmo
Tua soberba e afronta
E o retrato
De muitas inalcançáveis
Coisas mortas
Nós enternecidos
Nesse susto
E Hilst ressuscitando
pra perguntar
o que fiz com o poema dela
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
A permanência só dura o dia
''Mal sabe do que eu sou feito''
proferiu ele.
Mas ela não lhe contou,
o mundo que inventa ser real
pra não perceber a verdade.
Logo acha que não existe.
Sua loucura gravada
em vísceras expostas...
Poesia in[contida
nas entranhas desconhecidas,
dos personagens fatídicos
escritos pela mulher mais
estranha.
Endeusa o globo terrestre
Engloba o que não conhece
Ela não inspira
só pira
(e não amanhece)
proferiu ele.
Mas ela não lhe contou,
o mundo que inventa ser real
pra não perceber a verdade.
Logo acha que não existe.
Sua loucura gravada
em vísceras expostas...
Poesia in[contida
nas entranhas desconhecidas,
dos personagens fatídicos
escritos pela mulher mais
estranha.
Endeusa o globo terrestre
Engloba o que não conhece
Ela não inspira
só pira
(e não amanhece)
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