quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Medo de hoje

Tu vais ficar sabendo 
por aqui
Que a tua voz é a calma
que não acalma

E o que não é absurdo
É quase feroz
Talvez convidativo

Qualquer aurora
não explicaria
esse desejo vertiginoso
porventura medieval

Por mais esquisita
ou desvendável que seja eu

De longe quero te atar
em tudo o que escrevo

Nas conversas que não temos
eu te digo tudo 
o que é preciso dizer

Nas conversas que temos
eu me escondo de Deus

4 comentários:

  1. Encantado, jovem poetisa, o mesmo padrão de qualidade de sempre, incrível a regularidade. Tudo tão belo, tão esmeradamente burilado. Uma joia de poema. Perfeito ao extremo.

    http://apoesiaestamorrendo.blogspot.com.br/

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  2. Olá, como está?

    Não sei se se recorda de mim, sou a autora do blogue "Não procurei pelos teus olhos", pus esse blogue privado pois faz parte do passado e criei agora um novo, ei-lo:

    http://odesassossegodosilencio.blogspot.pt/

    Quando puder, e se quiser, visite. é muito bem-vinda.

    Andei afastada deste mundo mas agora pretendo voltar e começar de novo a entrar no ritmo dos blogues, lendo as novidades, comentando e etc. :)

    Beijinho

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  3. Toda entrelinha vive na esperança de ser encontrada.

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  4. Há coisa boa escrita aqui: talento!
    Um abraço.

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