quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Parei com você

Se alguém pedisse para
eu parar com isso agora
eu parava na hora

A minha falta do que fazer
é puro sentimentalismo
e esse é agridoce

Ele precisa ir embora
daqui
de mim

Não saber distinguir
o real do imaginário
tornou-se um problema
dos caros

E ele sendo tão gentil
já penso logo em cobrir
os muros com cacos de vidros
para anunciar distancia

Ele é um santo remédio
para a loucura
mas na prateleira divina
foi colocado ao lado da rejeição

O que sinto transcendeu
todos os meus truques

Perguntar hoje se ele 
é personagem
ou não
Vira caso sério

Suas bocas comem
minhas mentiras
nada literárias

Mentir não é tão bom
quanto na semana passada

A verdade verdadeira
é que João quer ir
Mas eu não deixo

Quem vai ir sou eu


30/08/2013

9 comentários:

  1. Instigante e bem surreal!! Parabéns!!!

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  2. Gosto desse ir e vir poético! Palavras jorram por aqui! Um abraço, Hellen!

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  3. "já penso logo em cobrir
    os muros com cacos de vidros."

    Extremamente poético. Um belo escrito!

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  4. Esse título teu é uma expressão que sempre me arqueia a sobrancelha, mas com um poema bacanão desse, vou repensar.

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  5. Que deve parar sou eu prá não ser linchado.

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  6. Muito bom, Hellen!
    Adorei isso:
    "Suas bocas comem
    minhas mentiras
    nada literárias"

    Ótimo fim de semana!

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