terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Muitas horas nessa calma

Que coisas bonitas você escreve...
Disse ele, 
antes de pedir que lhe escrevesse também.

Que tolice!
Escrevê-lo é só alcança-lo no papel.
Como todas as outras pessoas que escrevi, 
na minha vida elas não passam do papel.

E ele, ele, eu quero na mesa do bar,
me olhando como uma das suas ficções de amor,
pra quem tiraria a roupa.



















(Imagens de Le fabuleux destin d'Amélie Poulain)

7 comentários:

  1. E ele, ele, eu quero na mesa do bar, me olhando como uma das suas ficções de amor, pra quem tiraria a roupa.

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  2. lembrei de "pra quê escrever um romance quando se está vivendo um?". teus poemas, sempre bonitos e me tocando.

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  3. Te entendo muito bem, moça. Também sinto a sensação de que escrever sobre alguém é torná-la abstrata, inatingível na vida real.

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  4. Tem vezes que as pessoas poderiam elogiar dando um beijo de língua,né? rsrs

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  5. Terminei escrevendo um poema sobre esse teu poema, qualquer dia te mostro.

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  6. Interessante separação da realidade/ficção.

    Aquele momento em que elas não se tocas. Pelo contrário.

    bjos

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  7. No papel, eu sou cúmplice dos meus sentimentos. Eu vejo, sinto, transcrevo, transformo, ignoro...até que as palavras de amor que expeli se tornem parte distorcida e intangível da minha realidade. Porém, é a minha parte mais sincera.

    Gostei intensamente do seu blog

    Seria uma honra receber uma visita sua no meu blog:

    http://leigopoeta.blogspot.com.br/

    Beijos

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