quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Cada um com o seu João

Os dias me pediram 
para escrever sobre João
[Peço licença 
para a minha nova paixão]
João não morrerá aqui
Ele não beijava meus pés,
nem pisava nos mesmos
João admirava meus calos 
e até fazia graça da aflição
Não massageava pés
e nem ego
''João'',
eu gosto tanto de escrever esse nome
Como se de cada letra, 
eu absorvesse a poesia necessária 
para perfumar as flores da cidade
João, mantém sua presença
nas nuvens mais carregadas
e na ausência mais indolor
João me esqueceu
só para eu lembrá-lo
em cada nova dor.

7 comentários:

  1. Sinto uma carinhosidade infinita nesse poema, desejo sempre que te alegrem sempre essas letras, como sempre me alegram teus poemas ...
    Saudações.

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  2. O seu João é poesia pura, mas só porque ele sai escrito pela sua mão.
    Ai ai, senti saudade dele no seus poemas.
    É bom saber que mesmo vivendo outra paixão, você ainda o encaixa na sua literatura.

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  3. Você tem o seu, eu tenho o meu e na verdade não temos ninguém.

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Há paixões antigas que permanecem novas dentro de nós. Te li com um sorriso, Hellen, desses que entendem tua alma, porque a tua dor parece um pouco com a minha.

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  6. Adorei! Passando aqui para conhecer seu espaço e ler seus textos.

    Meus blogs literários:
    O Poeta e a Madrugada (Contos e Poesia)
    Dark Dreams Project (Contos de suspense e terror)

    Abraços!

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