segunda-feira, 11 de maio de 2015

Essa obsessão histórica está tatuada no peito do Tempo

Seus olhos negros
condecoram o seu rosto
de feições plastificadas
Você ainda é
o homem permanecido
O mesmo das praças
e fotografias
Não sei mais o que inventar
sobre você
Você me inventou
para sobreviver
em alguma poesia
E conseguiu
Conseguiu
mexer na minha vida
Lhe batizaria como João,
se este não fosse seu nome
Mas não é esta a vida
Só é este o tempo,
para cansar regando
essa paixão infrutífera
Eu lambi o chão
debaixo dos seus pés
para nunca falar de Amor
Eu errei
para não terminar te vendo
como o errado.

4 comentários:

  1. Seu João é a nossa paixão favorita também!

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  2. João, frutífera obsessão. Beijos!

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  3. "Eu errei
    para não terminar te vendo
    como o errado." - Você sempre causando reflexões contínuas com seus paradoxos e jogo de palavras absolutamente formidáveis Hellen.
    Você respira poesia, eu quase posso sentir o seu hálito nessas palavras.

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  4. Eu errei
    para não terminar te vendo
    como o errado."
    Meu olho ardeu, por reconhecer na tua dor a minha.
    Adoro aqui!

    Bjoo'o

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