quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

O meu íntimo ferve e não está quieto, os dias da aflição me surpreenderam

Aquela foi uma boa cena
Sua mão pousando sobre a minha
Eu contendo espasmos de sobriedade
Desejando que as horas
não se diluíssem na correnteza
Mas a fugacidade
sempre espera pela aurora
Você tocou na minha mão
E eu achei isso mais íntimo
que seu beijo na minha boca
Meu coração feito pandorga
voou e se enredou
nos galhos espinhosos das suas íris


Ajude-me, Senhor


Título: Jó 30-27

11 comentários:

  1. Lindo! O amor é mesmo um aprisionamento e sempre bom que ele aconteça.
    Boas festas e alegres dias em 2016.
    Saudações!

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  2. "Você tocou na minha mão
    E eu achei isso mais íntimo
    que seu beijo na minha boca"

    Dizer o que de teus versos e talento indescritíveis.

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  3. Sempre tão sensível ao narrar versos...

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  4. Hellen, te ler é um presente
    teu amor platônico, tua entrega... <3

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  5. Que poema doce, terno! Delícia de ler!
    Adorei!

    Beijo

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  6. A Carol disse tudo, é emocionante ler tamanha entrega

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  7. Nossa e eu fiquei aqui a imaginar essa íris espinhosa penetrante rasgando por dentro.
    Já disseram os beatles às vezes a gente só quer segurar na mão, no entrelaço de dedos talvez tenhamos uma falsa sensação de segurança rs.
    Lindo!
    Beijos.

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  8. Nossa e eu fiquei aqui a imaginar essa íris espinhosa penetrante rasgando por dentro.
    Já disseram os beatles às vezes a gente só quer segurar na mão, no entrelaço de dedos talvez tenhamos uma falsa sensação de segurança rs.
    Lindo!
    Beijos.

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  9. Este comentário foi removido pelo autor.

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  10. UAU! De repente eu me sinto na cena e me infla o peito um ar frio como o medo de me render.

    Lindo, moça. Sempre é.

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