sábado, 30 de março de 2013

Coração vagabundo

   Ele escorregou entre meus dedos, dessa vez eu não usei um adeus ensaiado. Eu me cobri com toda a ingenuidade que esse amor me cedeu. Adiei a decepção principal, por mais alguns dias de frenesi. Mesmo que a verdade não possa ofender ninguém... Sobre o entusiasmo delirante, com gosto estendi por dois meses. Acho que meu medo de hoje não é esquecer dele, eu morro de medo é de não conseguir escrever mais.
   É parte do que me desgasta e me faz bem. Eu finjo que não sei, mas já devo ter escrito diversos textos de adeus, um mais humilhante que o outro. Na vã tentativa de perceber o quão ridículo tudo se tornou. Eu sou ridiculamente repetitiva. Porém, não consigo mudar o canal... Lá vou eu culpar meu coração vagabundo por toda paciência desperdiçada.



7 comentários:

  1. http://www.youtube.com/watch?v=fqBy35jXK00

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. as palavras
    que escrevemos
    para alguém
    que se foi
    ou está distante,
    é sempre
    uma despedida
    que nunca
    acaba.


    flores, hellen.

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  4. Que difícil é esquecer a alguén, aceptar que debes deixalo marchar, que xa non ha volver máis... Que todo rematou, que non serve de nada tratar de prolongalo máis...

    Como di Vanessa, flores, Hellen.

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  5. Meus parabens! Voce escreve muito bem! Poderia me fazer uma visita?Obrigada!
    http://mardeletras2010.blogspot.com.br/2013/03/de-geracao-em-geracao.html

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  6. Sabe, aprendi que essa essa coisa de orgulho quando se ama é bobagem. É uma tentativa, é o coração que bate, se não for mesmo para ser a dor vai ficando menor e o esquecimento chega. Mas tentar é não se arrepender depois! Deixar de escrever vc não vai, nem se preocupe. As emoções sempre vêm! :)

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