segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Não quero esfriar essa febre

Você se esquiva de mim
Tal como o Diabo da Cruz
E eu me pergunto em que ponto
esse gostar deixou de ser saudável
           Ou será sagrado?
Trocaria todos os infindáveis beijos
que ganhei que dei que desperdicei
Por você que não entende nada
                                     de mim
Todos os moços de bom coração
que ingenuamente me quiseram,
                     me fazem repudiar a ideia
                            dum romance sossegado
Até hoje eu só escrevo 
para o seu coração petrificado
Pois vivo na penumbra da possibilidade
                                                 perdida 
Eu que não te conheço, 
entendi que tu precisas de salvação
No meu ímpeto traço de benevolência, 
escrevi para lhe ajudar, ajudar a querer-me
Agora, aqui no fundo desse buraco negro 
da minha adoração                     
                           irrefletida
Peço que alguém jogue-me a corda
Enquanto decido se me salvo ou me enforco de vez.

5 comentários:

  1. Essa tua mente criadora é uma viagem para sempre ...
    Saudações e uma boa semana.

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  2. Bastava esse titulo, para ganhares meio aplauso. Titulos são muito importante e esse então sobreviveria sem a excepcional poesia. Mais tem mais, tua poesia, teu estilo inconfundível. E esse desfecho então, "Enquanto decido se me salvo ou me enforco de vez". Bravo, bravissimol! Poetisa maior!

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  3. Hellen, que espelhos são teus escritos. Admiro muito a coragem que eles transmitem, ainda que e sobretudo nos momentos claramente tumultuosos. É só mais um, com selo dos teus infinitos com que me identifico.

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  4. Sua escrita é incrível. Nós poetas temos esse destino de amores impossíveis...

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  5. Não é a corda, é a mão que segura.

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