quinta-feira, 28 de abril de 2016

Dionísio não quer morrer

Pensei que eu era a única
a escrever sobre você
Me diga o que você tem
de deliberado ou casual
Que fazem as mulheres 
lhe encaminharem para o papel
Nos encaminhamos para a cama - mais uma vez
Mais além das vezes
que na utopia, eu imaginava
tê-lo dentro de mim
Quando me toquei centenas de vezes,
pensando em suas mãos me descobrindo
[Sem pudor algum,
eu revivo isso no papel agora]
Acho que os Deuses 
me desculparam por esta utopia
Lhe trazendo para mim
Para eu redescobrir após meses
seu cheiro
seu gosto
seus suspiros
[Como se fosse a primeira vez]
enquanto se fazia meu
Meu Dionísio
Minha ruína.

23/04/2016

6 comentários:

  1. Facía tanto que non escribía nada en Blogger que xa me esquecera de que existía. Gracias polo saúdo, Helen. Permite que cho devolva. Coma sempre, os teus versos son fermosos. O erotismo non lles quita a delicadeza.

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  2. Ai, Helen... Os Deuses precisam rever essa tua vontade de Dionísio, essa vontade de pertencimento não pode lhe corroer mais do que a ludicidade que lhe é oferecida em troca.
    Seu melhor personagem, sem duvidas.

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  3. Oi Helen,

    Gostei da sua poética, a sensualidade caminhando
    sem barreiras, as palavras correm entre o real
    e a utopia, porém na nudez do incomum e no
    voo do prazer avassalador!...

    Grata pela sua gentil visita e comentário e
    dando-me a oportunidade de conhecer o
    seu espaço de arte poética.

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  4. Mulher intensa, direta, contundente.

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  5. Manda muito bem nas palavras.

    porralouquices.blogspot.com.br

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  6. Ninguém quer morrer,ainda mais quando tua boca, teus dedos e tuas emoções escrevem. Penso que a morte é como você faz, recontar vontades vívidas de outros momentos da vida. Se pensar faz sentido isso é quântico e eu gosto mais de ti do que do Einstein ... heheh
    bom fim de semana

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