segunda-feira, 25 de abril de 2016

Não me deixe apodrecer enquanto espero nosso próximo capítulo

Como se eu fosse intocável
como uma maçã apodrecida
infestada por formigas
Como se eu fosse sucinta
a toda e qualquer brevidade
Sempre irá ficar algo por dizer
Não importa quantas vezes
eu lhe prenda nos meus braços
ou me perca no seu corpo
Somos mesmo essa história engraçada
e difícil de contar
Não quero nos contar
para ninguém
Você me tem de todos os modos
inimagináveis
E eu só consigo me ver caindo
Quero lhe beijar
até esquecer o seu verdadeiro nome
E só conseguir lhe chamar
de Dionísio
Meu homem fadado ao escapismo
Queria pedir
para você não me perder
Mas talvez eu seja tão comum
que não mereça mais do que uma noite
habitando sua pele
Não quero viver com as migalhas
que usurpo de você
Quando decide me olhar
profundamente
Eu não suportaria mais
sobreviver nessa sua sombra libertina
Acho que somos a loucura
que eu jamais poderia escrever
Eu penso em nunca mais
querê-lo
Mas só de recordar o jeito
que me olha
Sinto que não acabaremos assim
Hoje você me disse que,
a gente se dá bem
a gente se quer bem
a gente se faz bem
Possivelmente você nem lembre
Mas eu anotei na memória
Enquanto você recitava isso
feito poesia nos meus ouvidos.

21-04-2016

5 comentários:

  1. Como o Cn Nous comentou no seu google+, faço das palavras dele as minhas:

    "que doído e lindo todo esse teu momento de criação. É difícil não se sentir envolvido e não desejar que esse teu amor por Dionísio, não seja só poemas e fotografias.
    Uma boa semana."

    Você é tão majestosa quando tira sua pele para dar a este personagem, consegue matar nossa fome de sentimentos bonitos só por escrever sobre alguém que talvez nem exista.

    Me diga, Dionísio existe na sua cabeça ou ele caminha entre nós?
    De qualquer maneira, gosto muito do que ele representa pra você.

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  2. Para quem ama de verdade, soa pouco a adiante eternidade.
    GK

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  3. aqui passa o mesmo... abraço forte!!!

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  4. Já unifiquei vocês dois!

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  5. Qualquer vírgula em uma história faz uma pausa sem apagar o passado. Há contos que precisam de ponto final.

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